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outubro 02, 2021

Oposição realiza “Fora Bolsonaro” no RN pelo impeachment do presidente

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Mobilização contra presidente Bolsonaro espera atrair insatisfeitos com o governo - JOANA LIMA/SECOM

“O Fora Bolsonaro é uma frente nacional, que reúne algumas organizações partidárias, movimentos sindicais e estudantis, porque existe a constatação de que uma parcela, inclusive é a maioritária da população, ou seja, mais de 53% do povo brasileiro, rejeita o presidente Bolsonaro. E nós não queremos esperar até as eleições de 2022 para que ele seja retirado da presidência, nós achamos que através da construção, sobretudo de atos de rua, que é onde melhor a nossa força pode se expressar, nós podemos criar um desgaste político no governo, ao colocar em pauta o impeachment”.

Essa foi a declaração da estudante Camila Barbosa, diretora de Movimentos Sociais da União Nacional dos Estudantes (UNE), uma das entidades que participa neste sábado 2, do ato contra o presidente da República Jair Bolsonaro, no Rio Grande do Norte. Essa já é a 6ª mobilização nacional contra o governo Bolsonarista e, aqui no Estado, o “Fora Bolsonaro” acontece em Natal, às 15h, ao lado do Shopping Midway, em Mossoró, às 08h, na Praça Cícero Dias (teatro municipal Dix-Huit Rosado), Acari, às 07h30, na Praça Otávio Lamartine, Macaíba, às 08h, na Feira, Currais Novos, às 08h e em Baraúna, às 15h, a concentração acontece no Posto de Denilson até a praça da Matriz.

Camila Barbosa concedeu entrevista ao Jornal AGORA RN: “Nós achamos que aqui em Natal, o projeto político que Bolsonaro defende, tem os seus aliados, e o principal deles, que nós combatemos, é o prefeito Álvaro Dias, que durante a crise sanitária deu um show de negacionismo, defendendo remédios que não tem nenhuma comprovação científica, o prefeito não garantiu o isolamento social na cidade, foi contrário, estimulou que as pessoas fossem às ruas no momento em que o vírus se disseminava em Natal”, explicou.

O vereador de Natal, Robério Paulino (PSOL), afirma que o dia 02 de outubro é nacional de luta: “Será mais um passo na luta pela vacinação completa de toda população, inclusive contra as novas variantes, mas também contra o negacionismo da Ciência instalado na presidência da República. Será um dia em defesa da vida e dos serviços públicos, do SUS, que se mostrou tão essencial nessa pandemia. Por  m, nesse dia, mais uma vez, os movimentos sociais e sindicais gritarão Fora Bolsonaro, exigindo o impeachment de um genocida, responsável pela maior parte das quase 600 mil mortes no Brasil”, enfatizou.

A deputada estadual Isolda Dantas (PT), explicou que “O Fora Bolsonaro” é uma “urgência” para o Brasil e o “Rio Grande do Norte”. Para a petista: “Desde que Bolsonaro assumiu a presidência, milhares de brasileiros voltaram a passar fome, o número da população em situação de rua aumentou, o desemprego cresceu e a inflação também atingiu índices recordes. A pandemia do coronavírus, em 2020, acelerou esse processo, mas em nenhum momento Bolsonaro viu a crise sanitária com a seriedade que o mundo inteiro lidou: Bolsonaro chamou de “gripezinha”, incitou as pessoas a invadir hospitais, se recusou a comprar vacina e, quando decidiu comprar, se envolveu num esquema de corrupção que ainda não temos ideia do tamanho. Por isso, ir as ruas para pedir o Fora Bolsonaro é ir as ruas pela sobrevivência do povo brasileiro, que não merece e não aguenta mais tanta piora no país”, destacou.

O deputado estadual Coronel Azevedo (PSC), aliado do presidente Bolsonaro, afirma que o Brasil realizou [no 7 de setembro] a “maior manifestação popular da história” em “defesa de um presidente da República”, cujo governo se caracteriza pela “seriedade”, “honestidade” e muito “trabalho”. Azevedo questiona o ato contra Bolsonaro: “Agora teremos um ato da oposição. Poderá ser uma manifestação atípica, inovadora.

PT, PCdoB, Solidariedade, PSOL e outros partidos de esquerda decidiram usar verde e amarelo e cantar o hino nacional. Esperamos que seja um ato democrático, sem depredação ao patrimônio público ou privado, com respeito a liberdade de consciência e de crença, sem destruição de bíblias sagradas, sem queima de bandeiras do Brasil, sem invasões urbanas e rurais, sem queima de pneus ou interdições arbitrárias das vias públicas. Desejamos que seja uma manifestação que reúna famílias, com disciplina e ordem, sem uso de drogas, dentro dos limites da lei”, enfatizou.


Fonte: Agora RN

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