março 24, 2022

Rio Grande do Norte chega a uma semana sem óbitos por covid-19

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Dados do monitoramento da Sesap demonstram que esta quarta-feira (23) foi o sétimo dia seguido sem registro de morte por covid-19 no estado. O levantamento considera a apuração da vigilância epidemiológica entre os casos confirmados dentro do período de 24h.

Após avanço da vacinação, índices, como mortes e internações, vêm caindo. Especialistas veem necessidade de mais doses

Quanto à imunização, o percentual de potiguares totalmente vacinados chegou a 82%, que corresponde a 2.586.627 pessoas. Esse índice sobe para 92% quando se considera apenas uma dose da vacina, e aqueles que já garantiram a terceira dose, correspondem a 42% da população estadual (1.359.706). As informações são do portal RN+Vacina.

Na faixa etária de 12 a 17 anos, 87% estão vacinados com a primeira dose (278.383 pessoas). No total, o público-alvo compreende 318.113 adolescentes e 68% deles estão totalmente vacinados com duas doses de imunizante (218.227). Já o público infantil registra o menor percentual de vacinação no estado, com apenas 55% das crianças de 5 a 11 anos vacinadas com a primeira dose (186.099). 14% estão totalmente vacinadas, o que representa 50.199 pessoas. O RN conta com 335.093 crianças nessa faixa etária.

Ao todo, 402.595 idosos já tomaram a dose de reforço (D3) e estão, ou devem estar brevemente, aptos para receber a quarta dose. O médico Kleber Luz acredita que há uma real possibilidade de que a população em geral também receba essa nova dose. “Até que se consiga uma vacina que tenha um efeito duradouro - os efeitos das atuais são bons mas não são duradouros - faz-se necessária a aplicação de doses de reforço. Recomendo que a população siga as instruções dos órgãos de saúde pública e tomem quantas vacinas forem necessárias”, finaliza.

As doses aplicadas para D4 no RN são provenientes de estoque e remanejadas de outros grupos. “Estamos também utilizando doses que foram enviadas para D3 e que, infelizmente, o público não está procurando. Como as pessoas em atraso com D3 têm entre 20 a 45 anos, em sua maioria, estamos aproveitando para ampliar a proteção dos idosos. Não estamos guardando doses, quando procurarem a unidade as vacinas estarão lá esperando que as pessoas cheguem para completar seus esquemas. Em um dado momento, vamos repor essas doses com a nossa reversa técnica”, esclarece Kelly Lima.

Covid não lidera ranking de mortes
O Brasil registrou queda de 60,4% na média móvel de mortes por covid-19 desde o pico nas ocorrências causadas pela variante Ômicron. O recuo foi de uma média de 895,36 óbitos em 18 de fevereiro deste ano para média de 354,3 na última segunda-feira, 21, segundo o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. A covid deixou também de liderar o ranking de mortes por doenças no País. Com a queda de óbitos em março, o coronavírus passou a ocupar a terceira posição em letalidade, atrás do enfarte e do Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Conforme dados do Portal de Transparência dos Cartórios de Registro Civil do Brasil, na semana de 16 a 22 de março, os AVCs causaram 843 mortes no país, o dobro dos registros de óbitos por covid-19, que ficaram em 421.

As mortes pelo vírus também foram superadas pelos 782 óbitos causados pelos enfartes. Desde a semana de 16 a 22 de janeiro, quando foram contabilizados 1.976 óbitos, a covid vinha liderando o ranking de mortes. Na época, o Brasil vivia o ápice da terceira onda, causada pela forte circulação da variante Ômicron e pelos efeitos das festas do fim de ano. O pico foi de 30 de janeiro a 5 de fevereiro, quando 6.641 morreram de covid-19.

No acumulado deste mês de março, até o dia 22, a covid-19 também aparece em terceiro lugar, com 3.549 registros oficiais de óbitos, atrás do AVC, com 4.453, e do infarto (4.157 mortes). Desde abril de 2020, esta é a segunda vez que a covid-19 sai do topo do ranking de fatalidade por doença. A anterior foi no período de 17 de outubro de 2021 até 15 de janeiro deste ano.

Os dados foram computados tendo como base na data do óbito constante no registro em cartório, por isso os números podem ser diferentes daqueles apurados pelo consórcio de veículos de comunicação, do qual o Estadão faz parte, e pelo apontado nos boletins do Ministério da Saúde.

Fonte: Tribuna do Norte

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