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maio 07, 2021

"Solicitamos 87 mil doses da Coronavac, mas só 15,6 mil serão enviadas", diz Fátima Bezerra

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Governadora do RN Fátima Bezerra (PT). Foto: Reprodução/Governo do RN

Mais 15,6 mil doses da Coronavac chegarão ao Rio Grande do Norte neste sábado 8. Todas as doses serão destinadas à segunda dose das pessoas que precisam completar o esquema vacinal. A informação foi confirmada pela governadora do RN, Fátima Bezerra (PT).

“Pessoal, passando pra avisar que chegarão novas D2 da Coronavac neste sábado ao estado. Solicitamos 87.098 doses, mas infelizmente só 15.600 serão enviadas neste momento pelo Ministério da Saúde. Seguiremos na luta por mais vacinas para o povo potiguar”, escreveu a chefe do Executivo estadual no Twitter.

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira 6 indica que faltam 87.098 doses para completar o esquema vacinal de potiguares: 52.072 na Região Metropolitana de Natal, 3.462 na região de São José do Mipibu, 5.276 na região de João Câmara, 2.478 na região de Santa Cruz, 16.955 na região de Mossoró e Assu, 4.524 na região de Caicó e 2.331 na região de Pau dos Ferros.

Dentro desse total, existe hoje a falta de 26.353 doses não enviadas ao Estado pelo Ministério da Saúde e um número considerável de frascos com apresentação de 10 doses que chegaram ao Estado com 9 ou 8 doses, resultando assim numa diminuição de pessoas a serem vacinadas.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde Pública, a falta de doses tem duas justificativas importantes: uma delas é a aplicação das doses D2 como D1, com ampliação de público não autorizada da vacina Sinovac/Butantan, por parte de alguns municípios do Estado do RN. Os municípios alegam ter seguido orientação do Ministério da Saúde, mesmo o Estado tendo sido contrário.

Em nota, a Sesap pontuou que “o pedido do envio de doses do Ministério da Saúde é reforçado pelo atraso de 28 a 48 dias da aplicação da primeira dose, sendo necessário concluir o esquema de vacinação o mais breve possível para assegurar à eficácia da imunidade a população, e assim, reduzir os agravos e possíveis óbitos pela Covid-19”.

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