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março 21, 2021

Veja a diferença entre a UTI do coronavírus e a UTI tradicional

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Foto: BIANCA SOUZA/ACERVO JC IMAGEM

A abertura de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está entre as principais estratégias dos governos no combate ao novo coronavírus (covid-19). Somente em Pernambuco, foram prometidas pela gestão estadual 400 novas vagas de UTI. Mas, afinal, o que difere as UTIs do coronavírus das UTIs comuns?

De acordo com o médico Demétrius Montenegro, chefe do setor de infectologia do Hospital Oswaldo Cruz (Huoc), existem um pouco de diferenças no que diz respeito a equipamentos, mais a tecnologia é a mesma. Algumas medidas, no entanto, são tomadas para evitar o contágio. "O ideal era que tivéssemos isolamento respiratório para todos os leitos, com área reservada para cada paciente, mas isso não é uma realidade nem mesmo nos países ricos. Como temos UTIs que funcionam no esquema de salão, são respeitadas as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) no que diz respeito a distância de dois metros entre os leitos", explica. 

Segundo Montenegro, além do distanciamento entre os pacientes, outras medidas são observadas. "Utilizamos tecnologias que façam com que diminua a circulação do vírus, como o sistema fechado de respiração. No aparelho que faz papel de pulmão, o tube entra de forma que os gases não contaminem o ambiente. Isso impacta principalmente os profissionais", detalha o infectologista. Quem atua na linha de frente também precisa estar aparamentado com máscaras específicas, como a N95, que tem um filtro especial.  

Secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia destacou que mesmo as novas estruturas ampliadas, ainda que adaptadas, são segregadas dos demais leitos, para assegurar que pessoas que precisem da UTI para outras finalidades não tenham contato com a covid-19. "O fato de ter estruturas próprias segregadas em outros espaços físicos também é medida geral de segurança, tanto para a proteção de profissionais da saúde quanto dos pacientes", argumentou. 

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