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novembro 24, 2020

Natal já vive 2ª onda de coronavírus, mas com casos assintomáticos ou leves, afirma secretário de Saúde

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O secretário de Saúde de Natal, George Antunes, afirmou nesta segunda-feira 23 que a capital potiguar já vive uma espécie de segunda onda de casos de Covid-19, mas que isso não é tão perceptível porque a maior parte dos pacientes não tem apresentado sintomas ou tem sentido apenas efeitos muito brandos da doença.

De acordo com o secretário, apesar de estarem surgindo mais casos de Covid, o número de pacientes internados em estado grave tem se mantido no mesmo patamar do período de baixa da pandemia porque jovens saudáveis têm sido os maiores acometidos pela doença atualmente. Nesse público, a letalidade do novo coronavírus é relativamente baixa.

Dados da plataforma “Monitora Covid-19”, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram que, em uma semana, o número de novos casos de coronavírus aumentou praticamente seis vezes em Natal. Saiu de uma média de 18 casos por dia, em 15 de novembro, para cerca de 107, no último domingo 22. A média considera os casos da doença contabilizados nos sete dias anteriores.

Por outro lado, a taxa de ocupação de leitos segue estável nos hospitais. Até a publicação desta reportagem, havia 9 pacientes internados na UTI do Hospital Municipal de Campanha de Natal, sendo que o local tem capacidade para receber 20 infectados em estado mais grave. Ou seja, na UTI a taxa de ocupação é inferior a 50%.

Nos leitos clínicos do hospital de campanha, a situação é ainda mais confortável: segundo o secretário, cerca de 80% dos leitos estão livres há vários dias.

Em todo o Estado (rede pública), de acordo com a plataforma “Regula RN”, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) e do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), a taxa de ocupação de leitos de UTI está em 47%. Nos leitos clínicos, gira em torno de 32%. As autoridades de saúde consideram que, até 60%, a ocupação de leitos está sob controle.

Além disso, o número de novas mortes provocadas pela Covid-19 segue estável. Desde 24 de outubro, a média tem oscilado entre nenhuma ou 1 morte por dia. No auge da pandemia, a média de novas mortes por dia na semana que terminou em 4 de julho chegou a 23 óbitos apenas em Natal.

Em função desses números, George Antunes afirma que, por enquanto, a alta de casos não é motivo para alarde. Ele faz questão de ressaltar que o recrudescimento da pandemia não tem representado uma sobrecarga na rede hospitalar da capital do Estado.

“A segunda onda é essa que estamos vendo aí. Das pessoas que estão sendo testadas, cerca de 30% não estão adoecendo. Alguns são até assintomáticos. Isso porque quem está sendo testado e positivado é o adulto jovem. Com a volta da atividade econômica, eles voltaram às atividades laborais, voltaram para as suas festas, bares, restaurantes. Era um processo que esperávamos que acontecesse. O nosso receio é que adoeça o adulto jovem que tem comorbidade, ou que o adulto jovem leve o vírus para dentro de casa e contamine pessoas vulneráveis”, registrou o secretário, em entrevista à 98 FM.

O secretário municipal de Saúde atribui o aumento no número de casos de Covid-19 também às aglomerações registradas durante a campanha eleitoral. Em Natal e no interior, candidatos a prefeito e vereador promoveram atos que reuniram multidões sem máscara e sem respeitar o distanciamento social – as duas medidas mais importantes para prevenir o coronavírus, segundo os especialistas.

“Após o grande pico da pandemia, que foi entre junho e julho, fizemos uma descendente, foi quase uma reta. Chegamos num ponto próximo de zero. Mas, de umas 4 semanas para cá, percebemos um aumento. Ainda não alarmante, mas preocupante, como todo aumento. Vimos campanhas políticas com grandes aglomerações. Esperávamos que isso acontecesse. É uma marca de todo vírus, de toda epidemia”, destacou George Antunes.

Fonte: AGORA RN

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